18 novembro, 2008

Réquiem For A Dream

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Some in the end of a life, some in the end of a lifetime, some simply in the end.
The decay of people, the dirt night followed by a street jazz, the jizz up all over in the young girl’s ass.
The curtains follow the tension of the song, dancing the filthy dance of the dirtiest sort of animal in the old hotel room, while some say “today, is the doom”. The whole neighborhood is there watching, as the two girls make a hell of a fuck. Meanwhile in some other side of the town the old lady goes crazy as she’s taken care in some mid class hospital. Her young boy lying in a bed, his arm’s no use, wich makes him feel sad, due to heroin abuse; “...will I ever again be able to get myself a handjob?”

Requiem for a Dream (2000)

16 novembro, 2008

Estréias de Sexta em Curitiba

CashbackSean Ellis
Cashback conta num tom leve e engraçado a história de Ben, um jovem que passa a sofrer de insônia após terminar com a namorada.
O enredo se desenvolve muito bem em torno da paixão do personagem principal pelas mulheres, ao mesmo tempo que mostra a vida cotidiana de uma forma monótona e nostálgica através de flashbacks da infância de Ben. Filme britânico de excelente produção. É uma refilmagem do curta-metragem de Sean Ellis, com o mesmo título e elenco.
Nota: 8.5

Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen
Um Woody Allen mais europeu do que nunca.
Depois de seus últimos trabalhos na Inglaterra (O Sonho de Cassandra; Scoop), Woody Allen retorna a Europa, dessa vez com uma paixão no Mediterrâneo. Vicky Cristina Barcelona é uma odisséia sobre o amor e a paixão que se passa na Espanha, e trabalha ambos os temas de uma forma leve e ao mesmo tempo complexa. Num elenco de altas performances está a já conhecida do diretor Scarlett Johansson, além de Rebecca Hall, Penélope Cruz e Javier Bardem. Filme belamente realizado e com uma ótima fotografia que explora muito bem a iluminação e as paisagens espanholas.
Nota: 8.0

[Rec]- Jaume Balagueró e Paco Plaza
No final todo mundo morre!
É, contei o que acontece pra você não perder nem seu tempo nem seu dinheiro.
Se dizem que Los Angeles tem a habilidade de reciclar lixo em forma de filmes, pelo jeito a moda ta pegando na Europa. Mesmo que a intenção do filme seja um entretenimento barato, existem obras boas e ruins em qualquer proposta. Não fica bem claro se o filme tenta inovar com essa idéia do personagem carregar a câmera, mas se esse for o caso, não deu muito certo, pois acabou caindo no mais novo clichê dos filmes de terror lançado em 1999 por “A Bruxa de Blair”.
REC é um filme que subestima o espectador numa trama que não envolve e só faz suas cenas através de sustos.
Nota: 2.0

15 novembro, 2008


- A fita custa 50 reais.
- Mas 50 reais é o preço de uma cadeira!
- Tudo bem, mas a gente não precisa de uma cadeira, a gente precisa de uma fita.

Paranoid Park

Gus Van Sant

Pra não passar em branco: a resenha de um dos meus filmes favoritos!
O que é um filme, senão 24 frames por segundo, 1.440 frames por minuto, 86.400 frames por hora? (muita coisa, mas deixando elas de lado...) Paranoid Park é basicamente 122.400 frames maravilhosos em 85 miutos, resumindo: uma belíssima fotografia.
Apesar de que para umas pessoas Paranoid Park pareça ter apenas um frame muito longo, esse filme que pode parecer muito tedioso, é simplesmente um dos filmes mais belos que eu já vi, e posso dizer isso sob todas as perspectivas, seja técnica ou emocional, essa obra máxima de Gus Van Sant, baseada no livro homônimo de Blake Nelson aborda de uma forma magnífica toda a dramaticidade e complexidade do adolescente moderno.
Diferentemente de muitas obras, sejam literárias ou cinematográficas, que abordam este tema de uma forma piegas e superficial, Van Sant, com seu estilo único e inconfundível vai a fundo na nostalgia e nas angustias que afligem a todos durante esse processo de amadurecimento prematuro, tudo isso muito bem contextualizado em uma trama à La Kafka, onde a culpa é o ponto central da história. O enredo do filme faz do espectador um cúmplice único e cria entre o personagem principal, Alex, e o publico uma relação de intimidade e isolamento, deixando todo o resto do mundo de lado, um exemplo disso é o fato de que em momento algum a câmera centraliza em outro personagem que não Alex, a tal ponto de em alguns deles não se ver nem a fisionomia, dando ênfase a essa relação isolada de Alex com todos, levando ele a desabafar seu drama em um diário, e é este que conduz em um ritmo bem calmo o espectador pelo filme. Inicialmente somos apresentados a uma personagem indiferente ao mundo ao seu redor, consumido por alguma espécie de sentimento horrível, e isso vai envolvendo o espectador a ponto de fazê-lo partilhar deste anseio com Alex, ainda que nem um motivo seja oficialmente apresentado para justificar tal sentimento, que aos poucos vai se revelando ser uma culpa desmesurada por ter acidentalmente assassinado um guarda. Não fica claro durante todo o filme, se alguém descobriu ou não que Alex é o assassino, o que leva o emocional da personagem e do público à uma insanidade reprimida e quieta. Não só os elementos psicológicos do filme constroem esse clima de depressão e angústia gerados pela culpa, mas também os aspectos técnicos como a já mencionada fotografia e ainda mais, as músicas, os cenários e o ritmo contribuem para essa deturpação dos sentimentos que por fim joga o espectador em um poço de merda e faz ele se afundar por inteiro!
Enfim, Paranoid Park é um dos filmes mais marcantes da minha vida, exatamente por mostrar de um jeito único a adolescência, chegando a fazer dela uma personagem, de forma vista antes apenas nas obras de Truffaut, que aliás, exerce com certeza uma grande influência neste filme.

12 novembro, 2008

Um pouco mais descontraído

A mim os filmes fizeram.
Haaaaa, nada melhor que uma frase de impacto pra começar a escrever, ou ficar enrolando, mais ou menos como estou fazendo agora.
Escrever pode ser bem difícil, na verdade, é bem difícil. Qualquer obra, não importa qual, sempre é mais difícil no começo eu acho. Por que no começo você fica se perguntado qual objetivo você quer alcançar com o que você esta fazendo e quais meios você vai utilizar para chegar a tais objetivos. Isso tudo é muito broxante, faz você querer desistir da coisa toda. Com certeza acontece na maioria das vezes durante a realização de um filme, do diretor cansar, sentir preguiça de ir em frente, e o engraçado é que muito provavalemente isso se dá no começo do projeto. Digo na criação dele, quando o cineasta não tem nada, senão uma folha em branco, quando ele tem que começar do zero. Bom, eu tenho que chegar a algum lugar, pra falar a verdade só estava enrolando pra ver se conseguia começar a escrever alguma coisa.
Bom agora que consegui vamos ao que interrrrrrrressa (Mme Crrri- Criii)!

Explicando a frase inicial:
(Acabei de descobrir que fica muito mais fácil escrever em tópicos)

O que eu quero dizer por “a mim os filmes fizeram”, é o seguinte...
Os filmes sempre exerceram grande influencia sobre as pessoas, comigo não é diferente, acho que todo mundo, de tanto assistir á eles acaba se tornando um pouco de cada personagem, quero dizer dos BONS PERSONAGENS , e ao longo do tempo isso vai se tornando uma bola de neve até o ponto em que a pessoa se transforma em uma caricatura cinematográfica. É bem engraçado de ver isso acontecer na verdade, não é como se a pessoa ficasse maluca nem nada, mas ela acaba carregando um pouco do cinema com ela. Isso é bem bom na verdade, e em certos momentos pode vir a ser bem útil. Quero dizer, quem nunca fez um grande amigo usando uma frase de impacto oriunda (ótima palavra) do cinema? Se isso nunca aconteceu com você...

Forget it Jake, it’s Chinatown.
Chinatown (1974)

11 novembro, 2008

Pulp Fiction's Remarkable Scene

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Só pra não falarem que é um blog de um post só !

Uma das melhores cenas do cinema.

06 novembro, 2008

Esclarecimentos !

Cahiers du Cinéma
Viva Bazin e seus eternos discípulos.

Do final do século XIX (invenção da imagem em movimento, motion picture, pelos irmãos Lumière) até os dias de hoje, muito aconteceu, por várias mudanças passou a arte cinematográfica e uma das mais expressivas, senão a mais expressiva, foi o movimento da Nouvelle Vague.
Movimento este criado na França dos anos sessenta, por críticos de cinema, que na época escreviam para uma revista chamada “Cahiers du Cinéma”. O pai dessa revista, André Bazin, foi um homem pouco conhecido na época e ainda pouco conhecido hoje, senão nos meios mais cultos a respeito dessa arte.
Bazin foi o precursor de toda essa transformação da arte da imagem em movimento, que ocorreu na segunda metade do século XX. Foi ele que através da “Cahiers du Cinéma” abriu espaço para que jovens críticos franceses da época trilhassem seus caminhos pelo mundo cinematográfico, dentre estes se destacam, em particular, Jean Luc-Godard, Eric Rohmer e François Truffaut.
Estes três jovens, através dos ensinamentos e do convívio com Bazin adquiriram experiência e maturidade suficiente, para liderarem o divisor de águas que foi a Nouvelle Vague. O movimento da “nova onda” nascia de uma indignação em relação ao rumo que o cinema estava tomando; filmes medíocres eram produzidos massivamente e todo o entusiasmo pelo cinema como uma novidade fantástica e mágica ia perdendo seu encantamento e se transformando em lixo. Daí o surgimento da Nouvelle Vague, essa onda prezava o cinema como uma obra de autor, ou seja, ela visava a realização de filmes expressivos sentimentalmente que mostrassem de forma clara o trabalho do realizador como uma obra pessoal e única, levando em consideração somente a perspectiva, as razões e os pensamentos do mesmo, deixando de lado o cinema comercial e defendendo vorazmente a personalidade que podia ser dada aos filmes.
Desse movimento nasceram filmes inesquecíveis como “Os Incompreendidos” e “Jules e Jim” de Truffaut, “Acossado” e “Alphaville” de Godard, entre muitos outros.
Mas a Nouvelle Vague não se limitou a França, ela deu frutos em outros lugares, em especial nos EUA, onde diretores como Scorsese, Coppola e De Palma seguiram a linha desse movimento que até hoje da resultados, como o Dogma 95, criado por Lars Von Trier, além de tantos outros que se inspiram nesse jeito de filmar.
Enfim, a Nouvelle Vague recriou a arte do cinema, que se mantém viva até hoje graças a seus realizadores.
Assim sendo, esse blog tem por objetivo fazer uma homenagem a estes gênios, e trazer críticas e análises de filmes, seguindo a linha dos “Filhos de Bazin”.

Por isso, viva Bazin e seus eternos discípulos.